ATIVIDADE 4
Responda:
1 – Segundo
a BNCC quais são os sete pontos em avaliação na Educação Infantil que devemos
dar atenção? Explique com suas palavras.
2 – Cite três
instrumentos para registro do desenvolvimento das crianças na Educação
Infantil.
ATIVIDADE 4
Responda:
1 – Segundo
a BNCC quais são os sete pontos em avaliação na Educação Infantil que devemos
dar atenção? Explique com suas palavras.
2 – Cite três
instrumentos para registro do desenvolvimento das crianças na Educação
Infantil.
ATIVIDADE 3
1 - A partir das fichas abaixo retiradas do blog https://escoladossonhosclaudia.blogspot.com/ , ELABORE UMA ATIVIDADES PARA AVALIAR O CAMPO DE EXPERIÊNCIA CITADO.REVISTA NOVA ESCOLA
Avaliação
na Educação Infantil: 7 pontos essenciais segundo a BNCC
Confira
questões importantes para se levar em consideração no momento da escrita e
construção do registro avaliativo de bebês e crianças pequenas
Por Paula Sestari
23/11/2021
Estamos nos encaminhando para a
etapa final de mais um ano letivo, e quero perguntar para os colegas
professoras e professores: vocês também se percebem olhando para as suas
crianças e observando o quanto cresceram, se desenvolveram e até mudaram ao
longo desse período?
Com os bebês e
crianças bem pequenas, essas transformações saltam aos olhos ao longo de poucos
meses. Já com as crianças pequenas, o processo tem um outro ritmo – mas da
mesma forma é revelador.
Todas essas mudanças são compiladas
pelos instrumentos de documentação pedagógica que temos
à disposição na Educação Infantil. Na rede de ensino em que atuo, por exemplo,
construímos um registro avaliativo semestral, com o intuito de compartilhar com
as famílias o que foi mais significativo das vivências desse período, destacando
as boas experiências, as descobertas da criança, e o modo como ela interagiu
com os ambientes que foram organizados, e com os materiais propostos, colegas
da mesma faixa etária e com os adultos.
Com isso, na nossa conversa de
hoje, gostaria de enfatizar como a produção de registros como esses
entrelaça a avaliação das crianças com a oportunidade do nosso desenvolvimento enquanto docentes. Para que esse
entrelaçamento ocorra, é importante que tomemos como ponto de partida um
conjunto de ações trazido pela BNCC de Educação Infantil.
Ela define que “parte do
trabalho do educador é refletir, selecionar, organizar, planejar, mediar e
monitorar o conjunto das práticas e interações, garantindo a pluralidade de
situações que promovam o desenvolvimento pleno das crianças”.
Então, a partir dos verbos
mencionados nesse trecho da Base, gostaria de pontuar aqui na coluna sete
questões importantes relacionadas à escrita e à construção do registro
avaliativo na Educação de bebês e crianças pequenas.
Sete
pontos sobre avaliação na Educação Infantil segundo a BNCC
1.
Refletir
De
fato, é muito importante refletir sobre todo o percurso, e sob a ótica das
vivências que foram promovidas para que as crianças tivessem a oportunidade
brincadeiras e interações de qualidade. Nesse processo, é preciso revisitar
tudo o que foi construído e fazer as indicações do ponto de vista de como a
criança se envolveu, conviveu, brincou, participou, explorou, se expressou e
conheceu-se.
2.
Selecionar
A
partir dos registros que foram feitos durante todo o percurso, como fotos,
vídeos, materiais escritos, é essencial selecionar aquelas situações que
revelam participação ativa da criança, suas hipóteses, constatações e
interesses. Como o verbo bem indica, esse deve ser um processo de seleção, que
envolve criteriosidade, empatia e sensibilidade, já que aqui a lógica é
qualidade em lugar de quantidade de registros.
3.
Organizar
É
preciso ordenar os registros e demais produções do período de maneira a
conseguir contar uma história desse processo. Essa organização, quando amparada
no ato reflexivo, contribui na própria formação docente, já que é possível
verificar se os mecanismos de registros deram conta de evidenciar o trabalho em
grupo e as individualidades, e também analisar se o material teve foco no
registro do processo de ensino (portanto, olhou apenas para o que o professor
executou), ou se foi devidamente elaborado na perspectiva das aprendizagens das
crianças – e consequentemente, no modo como elas vivenciaram todo o
processo.
4.
Planejar
É fundamental planejar os mecanismos de registro, sempre observando
a eficiência dos instrumentos que já foram utilizados, para que assim se tenha
elementos substanciais que garantam um documento avaliativo condizente com o
histórico e com o percurso do grupo e de cada criança.
Esse ponto que aborda o ato de se
planejar é bem relevante porque, afinal, a avaliação deve ser uma constante na
ação do professor: primeiramente, no sentido de se autoavaliar; depois, no de
avaliar se os instrumentos de registro favoreceram a organização da
documentação pedagógica; e por fim, deve-se verificar quais interferências
ocorreram ao longo do processo avaliativo e que poderiam ter sido mediadas de
outra forma. E para darmos conta de olhar para tudo isso, é preciso, antes de
qualquer coisa, planejamento.
5.
Mediar
No registro avaliativo, devem
constar: as situações de ação da criança que garantiram que ela exercesse sua
atividade de maneira livre e espontânea; quais situações entre essas
favoreceram boas aprendizagens; e ainda, em que momentos a criança superou desafios,
esteve envolvida na resolução de pequenos conflitos, e quais estratégias
utilizou nesses contextos.
Dentro desse contexto, é importante
pensar na ação da criança também como resultado da forma como a proposta foi
mediada pelo professor – desde a introdução até as continuidades e possíveis
desdobramentos que ocorreram.
6.
Monitorar
No apanhado dos registros que foram
produzidos ao longo do período letivo, é indispensável monitorar alguns pontos,
como: quais situações potencializaram o protagonismo da criança; quais foram as
oportunidades de ampliação de repertório; e quais vivências contemplaram seus
interesses, e valorizaram a cultura e as próprias questões sociais.
Essa ação se faz importante para
que o professor construa o registro avaliativo pensando também no que poderia
ter sido contemplado, estruturando um olhar mais global a partir dos objetivos
de aprendizagem e do desenvolvimento dos campos de experiência.
7.
Garantir
Por fim, precisamos sempre garantir
que o registro avaliativo comunique à família os movimentos,
ideias e a evolução das potencialidades dos bebês e crianças pequenas, sempre
abrindo a oportunidade para que os familiares também apresentem as suas
impressões (na nossa instituição, por exemplo, é anexado na avaliação um espaço
para que as famílias façam seus comentários).
Com essa atitude, conseguimos
também assegurar, aos docentes que vão dar continuidade no trabalho com a
criança nos próximos períodos, o acesso ao histórico de seus avanços, seus
principais interesses, seus marcos e assim, eles poderão conhecer um pouco sobre
quem é essa criança e como poderão organizar processos que sejam mais contínuos
do ponto de vista das práticas a serem propostas.
Quais os tipos de registros para
avaliar na Educação Infantil?
A escolha
do recurso deve ser planejado e intencional para que agregue à avaliação
A avaliação na Educação Infantil não tem como premissa a
retenção ou a promoção, mas acompanhar o desenvolvimento de crianças que estão
em uma etapa de desenvolvimento acelerado e muito rico. Por isso, é essencial
ter um olhar atento, contínuo e intencional para eles.
“Por que avaliar? Para apresentar
um relatório? Não é essa a importância da avaliação”, afirma Jussara Hoffmann,
especialista em avaliação, autora e fundadora da Editora Mediação, que publica
livros na área de formação pedagógica.
Confira
abaixo uma breve explicação e dicas sobre como utilizar os principais tipos de
registros:
Pauta de observação
Claro, a observação precisa ser
constante. No entanto, para guiar seu olhar para pontos que deseja se
aprofundar, uma pauta de observação pode ajudar. Esse documento é um tipo de
roteiro pré-elaborado - portanto requer um planejamento antecipado à atividade
- com algumas perguntas (baseadas nos objetivos de desenvolvimento e
aprendizagem propostos na atividade a ser observada) que devem ser respondidas
após a observação.
Este recurso funciona para
observações de todo o grupo, de pequenos grupos ou individuais.
No entanto, é importante ressaltar
que esses questionamentos não devem engessar o olhar, mas tem o intuito de
auxiliar a guiar. As perguntas orientadoras não devem ser respondidas com sim
ou não, mas devem ser completas e detalhadas.
Caderno
de registro (ou diário de bordo)
Por PAULA
SALAS
Publicado
em: 06/12/2019
“Trata-se
de um caderno no qual o professor registra diariamente duas iniciativas com o
grupo de crianças, suas hipóteses de trabalhos, suas descobertas, suas
preocupações, o que o torna um instrumento para o pensamento do professor” (O
trabalho do professor na Educação Infantil, p. 302).
É
possível trazer anotações mais narrativas e intercalar com outras mais
descritivas.
Fotos,
vídeos e áudios
Essas tecnologias estão disponíveis
e é preciso aproveitá-las ao máximo. Não significa utilizar todas ao mesmo
tempo, mas pensar a partir do que gostaria de avaliar qual agrega mais para a
avaliação de forma a não depender apenas de sua memória. Por exemplo, se a
atividade for uma roda de conversa um áudio pode te ajudar a recuperar a
conversa e registrar as falas específicas das crianças.
Se a atividade envolver movimentos
e interação, uma filmagem permite que você reassista e se atente aos detalhes,
gestos e ações dos pequenos. Enquanto fotografar permite capturar cenas e
situações específicas da atividade como, por exemplo, registrar a criança
fazendo um desenho ou manuseando um objeto.
As fotos também permitem analisar
grandes planos como a organização do espaço. Então, aproveita ao máximo, mas
leve em consideração o objetivo desejado e como o registro pode te
ajudar. Mas, não vale gravar ou fotografar e não retomar o registro depois,
hein?
Portfólio
O
portfólio pode ser coletivo ou individual, mas eles devem trazer uma amostra da
produção dos alunos e do processo de criação. Os conteúdos devem fazer sentido
para todos, inclusive os pais, por isso é importante que o material não seja
produzido apenas pelo professor ou que seja engavetado este tipo de
registo permite acompanhar o percurso das crianças a partir de suas produções.
Fala-se muito de portfólio na Educação Infantil. No entanto, é preciso ter
clareza do propósito dele. Para Jussara, ele deve ser apenas um material bonito
para as famílias, mas um instrumento valioso de avaliação, um reflexo de
desenvolvimento. Para tal, é preciso ter em mente o objetivo e os materiais que
irão compor esse material.
Não
se trata apenas de uma seleção aleatória, mas precisa ser constantemente
analisado e refletido.
Fontes:
Jussara Hoffmann, especialista em avaliação, autora e fundadora da Editora
Mediação, que publica livros na área de formação pedagógica; Karina Rizek,
especialista de Educação Infantil e formadora na Escola de Educadores; O
trabalho do professor na Educação Infantil, de Zilma Ramos de Oliveira, Damaris
Maranhão, Ieda Abbud, Maria Paula Zurawski, Marisa Vasconcelos Ferreira e
Silvana Augusto (Editora Biruta, 2014); Curso Educação
Infantil: Como fazer uma avaliação de qualidade, da NOVA ESCOLA.
Checklist - Portfólios e relatórios
Alguns pontos essenciais a ser
considerados ao elaborar esses instrumentos na Educação Infantil
Portfólio
- Considere um recorte. É
preciso compilar materiais que de fato apontem para o trajeto da criança, para
aquilo que ela conseguiu modificar em determinada atividade ou projeto.
- Atente ao visual. Imagens,
fotografias e até vídeos (no caso de portfólios virtuais) são muito importantes
para ilustrar o percurso.
- No entanto, apesar da preocupação
imagética, cuidado para não tornar o portfólio apenas um álbum de
fotografias. Anotações e relatos breves sobre a intervenção pedagógica
devem aparecer ali também.
- Selecione bem o material. Lembre-se
de que não se trata de um compêndio de fotos e produções, e sim de uma seleção
de fotos, produções e intervenções pedagógicas que narram o percurso e
descrevem a evolução da criança.
- Valorize o protagonismo
infantil. A própria criança pode ajudar no momento de fazer o portfólio,
junto com o professor, na curadoria dos materiais que vão entrar.
- Por fim, não se esqueça de
que o portfólio também serve para a sua autoavaliação. Ao analisá-lo, é
possível avaliar o seu trabalho, identificar o que funcionou ou não e
consolidar o planejamento e o replanejamento.
Relatório
- Faça boas perguntas e
reflexões para nortear a escrita. Por exemplo: quais foram os interesses da
criança nesse recorte registrado? O que foi mais importante para ela naquele
momento? Qual foi o seu processo de aprendizagem frente a determinadas
propostas? A partir disso, destaque no texto a participação e o envolvimento
dela.
- Escreva aos poucos. É
interessante que o professor se programe para ir parando em alguns momentos ao
longo do ano, como bimestralmente, para construir parágrafos do relatório.
- Vá além das questões
comportamentais. Evite escrever que “fulano é comportado” ou “sempre
alegre”. É importante trazer questões como as que envolvem as relações da
criança com o espaço e com o outro.
- Na perspectiva do tópico
anterior, encare o relatório como um verdadeiro inventário: nele, ficam
registradas as brincadeiras e possibilidades das crianças e como elas foram se
superando ao longo do tempo.
- Nunca compare uma criança
com outra. Esse risco às vezes surge das trocas com os próprios pais,
quando dizem, por exemplo, “nessa idade, o irmão/irmã já era capaz de fazer
isso”.
- Troque ideias e reflexões
com seus colegas. Não se esqueça de que esse trabalho pode ser discutido
de maneira colaborativa, analisando questões como campos de experiências e quais as práticas ofertadas
para garantir os objetivos de aprendizagem.
A AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Art. 30. A educação infantil será
oferecida em:
I - creches, ou entidades
equivalentes, para crianças de até três anos de idade;
II - pré-escolas, para as crianças
de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de
idade. (Redação
dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
Art. 31. A educação infantil
será organizada de acordo com as seguintes regras
comuns: (Redação
dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
I - avaliação mediante
acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de
promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental;
(Incluído
pela Lei nº 12.796, de 2013)
II - carga
horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, distribuída por um mínimo de
200 (duzentos) dias de trabalho educacional;
(Incluído
pela Lei nº 12.796, de 2013)
III -
atendimento à criança de, no mínimo, 4 (quatro) horas diárias para o turno
parcial e de 7 (sete) horas para a jornada integral;
(Incluído
pela Lei nº 12.796, de 2013)
IV -
controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar, exigida a
frequência mínima de 60% (sessenta por cento) do total de
horas; (Incluído
pela Lei nº 12.796, de 2013)
V - expedição de documentação que
permita atestar os processos de desenvolvimento e aprendizagem da
criança. (Incluído
pela Lei nº 12.796, de 2013)
ATIVIDADE 2
Complete:
1
– Segundo o artigo 31, a avaliação na educação infantil deverá ocorrer da
seguinte forma:
I
- avaliação mediante _____________________ e registro do ______________________
das crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino
fundamental.
Atividade 1
Responda:
1
– Qual a primeira etapa da Educação Básica?
2
– Qual a faixa etária da Educação Infantil?
3
– Segundo o artigo 29 da LDB qual a finalidade da Educação Infantil?
4
– Quais os aspectos que devem ser desenvolvidos, trabalhados segundo a LDB na educação
Infantil, presentes no artigo 29?
5
– Explique cada aspecto.
6
– Com suas palavras defina:
a)
Aprendizagem
b)
Desenvolvimento
APRENDIZAGEM
Processo de aprender coisas novas, adquirir novos conhecimentos.
DESENVOLVIMENTO
Aprimoramento de conhecimentos já existentes.
EXEMPLO:
Durante a alfabetização aprendemos as letras, os sons, o código...
Depois, ao longo do tempo, fomos desenvolvendo nossas habilidades de leitura e escrita.
Existem várias teorias sobre desenvolvimento e aprendizagem infantil. Essas teorias são ferramentas que nos ajudam a compreender esses processos e identificar os progressos, dificuldades, avanços... que nortearão nosso planejamento.
A partir da observação dos aspectos psicológicos, sociais, intelectuais... temos a percepção de processo de desenvolvimento e aprendizagem das crianças. Para isso realizamos avaliações.
Seção II
Da Educação Infantil
Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5 (cinco) anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
Vimos segundo a LDB, os aspectos que são avaliados na Educação Infantil. Mas o que significam?
O desenvolvimento humano é formado por quatro pilares que estão, sempre, interligados:
ATIVIDADE 4 Responda: 1 – Segundo a BNCC quais são os sete pontos em avaliação na Educação Infantil que devemos dar atenção? Explique ...