ATIVIDADE 4
Responda:
1 – Segundo
a BNCC quais são os sete pontos em avaliação na Educação Infantil que devemos
dar atenção? Explique com suas palavras.
2 – Cite três
instrumentos para registro do desenvolvimento das crianças na Educação
Infantil.
ATIVIDADE 4
Responda:
1 – Segundo
a BNCC quais são os sete pontos em avaliação na Educação Infantil que devemos
dar atenção? Explique com suas palavras.
2 – Cite três
instrumentos para registro do desenvolvimento das crianças na Educação
Infantil.
ATIVIDADE 3
1 - A partir das fichas abaixo retiradas do blog https://escoladossonhosclaudia.blogspot.com/ , ELABORE UMA ATIVIDADES PARA AVALIAR O CAMPO DE EXPERIÊNCIA CITADO.REVISTA NOVA ESCOLA
Avaliação
na Educação Infantil: 7 pontos essenciais segundo a BNCC
Confira
questões importantes para se levar em consideração no momento da escrita e
construção do registro avaliativo de bebês e crianças pequenas
Por Paula Sestari
23/11/2021
Estamos nos encaminhando para a
etapa final de mais um ano letivo, e quero perguntar para os colegas
professoras e professores: vocês também se percebem olhando para as suas
crianças e observando o quanto cresceram, se desenvolveram e até mudaram ao
longo desse período?
Com os bebês e
crianças bem pequenas, essas transformações saltam aos olhos ao longo de poucos
meses. Já com as crianças pequenas, o processo tem um outro ritmo – mas da
mesma forma é revelador.
Todas essas mudanças são compiladas
pelos instrumentos de documentação pedagógica que temos
à disposição na Educação Infantil. Na rede de ensino em que atuo, por exemplo,
construímos um registro avaliativo semestral, com o intuito de compartilhar com
as famílias o que foi mais significativo das vivências desse período, destacando
as boas experiências, as descobertas da criança, e o modo como ela interagiu
com os ambientes que foram organizados, e com os materiais propostos, colegas
da mesma faixa etária e com os adultos.
Com isso, na nossa conversa de
hoje, gostaria de enfatizar como a produção de registros como esses
entrelaça a avaliação das crianças com a oportunidade do nosso desenvolvimento enquanto docentes. Para que esse
entrelaçamento ocorra, é importante que tomemos como ponto de partida um
conjunto de ações trazido pela BNCC de Educação Infantil.
Ela define que “parte do
trabalho do educador é refletir, selecionar, organizar, planejar, mediar e
monitorar o conjunto das práticas e interações, garantindo a pluralidade de
situações que promovam o desenvolvimento pleno das crianças”.
Então, a partir dos verbos
mencionados nesse trecho da Base, gostaria de pontuar aqui na coluna sete
questões importantes relacionadas à escrita e à construção do registro
avaliativo na Educação de bebês e crianças pequenas.
Sete
pontos sobre avaliação na Educação Infantil segundo a BNCC
1.
Refletir
De
fato, é muito importante refletir sobre todo o percurso, e sob a ótica das
vivências que foram promovidas para que as crianças tivessem a oportunidade
brincadeiras e interações de qualidade. Nesse processo, é preciso revisitar
tudo o que foi construído e fazer as indicações do ponto de vista de como a
criança se envolveu, conviveu, brincou, participou, explorou, se expressou e
conheceu-se.
2.
Selecionar
A
partir dos registros que foram feitos durante todo o percurso, como fotos,
vídeos, materiais escritos, é essencial selecionar aquelas situações que
revelam participação ativa da criança, suas hipóteses, constatações e
interesses. Como o verbo bem indica, esse deve ser um processo de seleção, que
envolve criteriosidade, empatia e sensibilidade, já que aqui a lógica é
qualidade em lugar de quantidade de registros.
3.
Organizar
É
preciso ordenar os registros e demais produções do período de maneira a
conseguir contar uma história desse processo. Essa organização, quando amparada
no ato reflexivo, contribui na própria formação docente, já que é possível
verificar se os mecanismos de registros deram conta de evidenciar o trabalho em
grupo e as individualidades, e também analisar se o material teve foco no
registro do processo de ensino (portanto, olhou apenas para o que o professor
executou), ou se foi devidamente elaborado na perspectiva das aprendizagens das
crianças – e consequentemente, no modo como elas vivenciaram todo o
processo.
4.
Planejar
É fundamental planejar os mecanismos de registro, sempre observando
a eficiência dos instrumentos que já foram utilizados, para que assim se tenha
elementos substanciais que garantam um documento avaliativo condizente com o
histórico e com o percurso do grupo e de cada criança.
Esse ponto que aborda o ato de se
planejar é bem relevante porque, afinal, a avaliação deve ser uma constante na
ação do professor: primeiramente, no sentido de se autoavaliar; depois, no de
avaliar se os instrumentos de registro favoreceram a organização da
documentação pedagógica; e por fim, deve-se verificar quais interferências
ocorreram ao longo do processo avaliativo e que poderiam ter sido mediadas de
outra forma. E para darmos conta de olhar para tudo isso, é preciso, antes de
qualquer coisa, planejamento.
5.
Mediar
No registro avaliativo, devem
constar: as situações de ação da criança que garantiram que ela exercesse sua
atividade de maneira livre e espontânea; quais situações entre essas
favoreceram boas aprendizagens; e ainda, em que momentos a criança superou desafios,
esteve envolvida na resolução de pequenos conflitos, e quais estratégias
utilizou nesses contextos.
Dentro desse contexto, é importante
pensar na ação da criança também como resultado da forma como a proposta foi
mediada pelo professor – desde a introdução até as continuidades e possíveis
desdobramentos que ocorreram.
6.
Monitorar
No apanhado dos registros que foram
produzidos ao longo do período letivo, é indispensável monitorar alguns pontos,
como: quais situações potencializaram o protagonismo da criança; quais foram as
oportunidades de ampliação de repertório; e quais vivências contemplaram seus
interesses, e valorizaram a cultura e as próprias questões sociais.
Essa ação se faz importante para
que o professor construa o registro avaliativo pensando também no que poderia
ter sido contemplado, estruturando um olhar mais global a partir dos objetivos
de aprendizagem e do desenvolvimento dos campos de experiência.
7.
Garantir
Por fim, precisamos sempre garantir
que o registro avaliativo comunique à família os movimentos,
ideias e a evolução das potencialidades dos bebês e crianças pequenas, sempre
abrindo a oportunidade para que os familiares também apresentem as suas
impressões (na nossa instituição, por exemplo, é anexado na avaliação um espaço
para que as famílias façam seus comentários).
Com essa atitude, conseguimos
também assegurar, aos docentes que vão dar continuidade no trabalho com a
criança nos próximos períodos, o acesso ao histórico de seus avanços, seus
principais interesses, seus marcos e assim, eles poderão conhecer um pouco sobre
quem é essa criança e como poderão organizar processos que sejam mais contínuos
do ponto de vista das práticas a serem propostas.
Quais os tipos de registros para
avaliar na Educação Infantil?
A escolha
do recurso deve ser planejado e intencional para que agregue à avaliação
A avaliação na Educação Infantil não tem como premissa a
retenção ou a promoção, mas acompanhar o desenvolvimento de crianças que estão
em uma etapa de desenvolvimento acelerado e muito rico. Por isso, é essencial
ter um olhar atento, contínuo e intencional para eles.
“Por que avaliar? Para apresentar
um relatório? Não é essa a importância da avaliação”, afirma Jussara Hoffmann,
especialista em avaliação, autora e fundadora da Editora Mediação, que publica
livros na área de formação pedagógica.
Confira
abaixo uma breve explicação e dicas sobre como utilizar os principais tipos de
registros:
Pauta de observação
Claro, a observação precisa ser
constante. No entanto, para guiar seu olhar para pontos que deseja se
aprofundar, uma pauta de observação pode ajudar. Esse documento é um tipo de
roteiro pré-elaborado - portanto requer um planejamento antecipado à atividade
- com algumas perguntas (baseadas nos objetivos de desenvolvimento e
aprendizagem propostos na atividade a ser observada) que devem ser respondidas
após a observação.
Este recurso funciona para
observações de todo o grupo, de pequenos grupos ou individuais.
No entanto, é importante ressaltar
que esses questionamentos não devem engessar o olhar, mas tem o intuito de
auxiliar a guiar. As perguntas orientadoras não devem ser respondidas com sim
ou não, mas devem ser completas e detalhadas.
Caderno
de registro (ou diário de bordo)
Por PAULA
SALAS
Publicado
em: 06/12/2019
“Trata-se
de um caderno no qual o professor registra diariamente duas iniciativas com o
grupo de crianças, suas hipóteses de trabalhos, suas descobertas, suas
preocupações, o que o torna um instrumento para o pensamento do professor” (O
trabalho do professor na Educação Infantil, p. 302).
É
possível trazer anotações mais narrativas e intercalar com outras mais
descritivas.
Fotos,
vídeos e áudios
Essas tecnologias estão disponíveis
e é preciso aproveitá-las ao máximo. Não significa utilizar todas ao mesmo
tempo, mas pensar a partir do que gostaria de avaliar qual agrega mais para a
avaliação de forma a não depender apenas de sua memória. Por exemplo, se a
atividade for uma roda de conversa um áudio pode te ajudar a recuperar a
conversa e registrar as falas específicas das crianças.
Se a atividade envolver movimentos
e interação, uma filmagem permite que você reassista e se atente aos detalhes,
gestos e ações dos pequenos. Enquanto fotografar permite capturar cenas e
situações específicas da atividade como, por exemplo, registrar a criança
fazendo um desenho ou manuseando um objeto.
As fotos também permitem analisar
grandes planos como a organização do espaço. Então, aproveita ao máximo, mas
leve em consideração o objetivo desejado e como o registro pode te
ajudar. Mas, não vale gravar ou fotografar e não retomar o registro depois,
hein?
Portfólio
O
portfólio pode ser coletivo ou individual, mas eles devem trazer uma amostra da
produção dos alunos e do processo de criação. Os conteúdos devem fazer sentido
para todos, inclusive os pais, por isso é importante que o material não seja
produzido apenas pelo professor ou que seja engavetado este tipo de
registo permite acompanhar o percurso das crianças a partir de suas produções.
Fala-se muito de portfólio na Educação Infantil. No entanto, é preciso ter
clareza do propósito dele. Para Jussara, ele deve ser apenas um material bonito
para as famílias, mas um instrumento valioso de avaliação, um reflexo de
desenvolvimento. Para tal, é preciso ter em mente o objetivo e os materiais que
irão compor esse material.
Não
se trata apenas de uma seleção aleatória, mas precisa ser constantemente
analisado e refletido.
Fontes:
Jussara Hoffmann, especialista em avaliação, autora e fundadora da Editora
Mediação, que publica livros na área de formação pedagógica; Karina Rizek,
especialista de Educação Infantil e formadora na Escola de Educadores; O
trabalho do professor na Educação Infantil, de Zilma Ramos de Oliveira, Damaris
Maranhão, Ieda Abbud, Maria Paula Zurawski, Marisa Vasconcelos Ferreira e
Silvana Augusto (Editora Biruta, 2014); Curso Educação
Infantil: Como fazer uma avaliação de qualidade, da NOVA ESCOLA.
Checklist - Portfólios e relatórios
Alguns pontos essenciais a ser
considerados ao elaborar esses instrumentos na Educação Infantil
Portfólio
- Considere um recorte. É
preciso compilar materiais que de fato apontem para o trajeto da criança, para
aquilo que ela conseguiu modificar em determinada atividade ou projeto.
- Atente ao visual. Imagens,
fotografias e até vídeos (no caso de portfólios virtuais) são muito importantes
para ilustrar o percurso.
- No entanto, apesar da preocupação
imagética, cuidado para não tornar o portfólio apenas um álbum de
fotografias. Anotações e relatos breves sobre a intervenção pedagógica
devem aparecer ali também.
- Selecione bem o material. Lembre-se
de que não se trata de um compêndio de fotos e produções, e sim de uma seleção
de fotos, produções e intervenções pedagógicas que narram o percurso e
descrevem a evolução da criança.
- Valorize o protagonismo
infantil. A própria criança pode ajudar no momento de fazer o portfólio,
junto com o professor, na curadoria dos materiais que vão entrar.
- Por fim, não se esqueça de
que o portfólio também serve para a sua autoavaliação. Ao analisá-lo, é
possível avaliar o seu trabalho, identificar o que funcionou ou não e
consolidar o planejamento e o replanejamento.
Relatório
- Faça boas perguntas e
reflexões para nortear a escrita. Por exemplo: quais foram os interesses da
criança nesse recorte registrado? O que foi mais importante para ela naquele
momento? Qual foi o seu processo de aprendizagem frente a determinadas
propostas? A partir disso, destaque no texto a participação e o envolvimento
dela.
- Escreva aos poucos. É
interessante que o professor se programe para ir parando em alguns momentos ao
longo do ano, como bimestralmente, para construir parágrafos do relatório.
- Vá além das questões
comportamentais. Evite escrever que “fulano é comportado” ou “sempre
alegre”. É importante trazer questões como as que envolvem as relações da
criança com o espaço e com o outro.
- Na perspectiva do tópico
anterior, encare o relatório como um verdadeiro inventário: nele, ficam
registradas as brincadeiras e possibilidades das crianças e como elas foram se
superando ao longo do tempo.
- Nunca compare uma criança
com outra. Esse risco às vezes surge das trocas com os próprios pais,
quando dizem, por exemplo, “nessa idade, o irmão/irmã já era capaz de fazer
isso”.
- Troque ideias e reflexões
com seus colegas. Não se esqueça de que esse trabalho pode ser discutido
de maneira colaborativa, analisando questões como campos de experiências e quais as práticas ofertadas
para garantir os objetivos de aprendizagem.
A AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Art. 30. A educação infantil será
oferecida em:
I - creches, ou entidades
equivalentes, para crianças de até três anos de idade;
II - pré-escolas, para as crianças
de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de
idade. (Redação
dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
Art. 31. A educação infantil
será organizada de acordo com as seguintes regras
comuns: (Redação
dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
I - avaliação mediante
acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de
promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental;
(Incluído
pela Lei nº 12.796, de 2013)
II - carga
horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, distribuída por um mínimo de
200 (duzentos) dias de trabalho educacional;
(Incluído
pela Lei nº 12.796, de 2013)
III -
atendimento à criança de, no mínimo, 4 (quatro) horas diárias para o turno
parcial e de 7 (sete) horas para a jornada integral;
(Incluído
pela Lei nº 12.796, de 2013)
IV -
controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar, exigida a
frequência mínima de 60% (sessenta por cento) do total de
horas; (Incluído
pela Lei nº 12.796, de 2013)
V - expedição de documentação que
permita atestar os processos de desenvolvimento e aprendizagem da
criança. (Incluído
pela Lei nº 12.796, de 2013)
ATIVIDADE 2
Complete:
1
– Segundo o artigo 31, a avaliação na educação infantil deverá ocorrer da
seguinte forma:
I
- avaliação mediante _____________________ e registro do ______________________
das crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino
fundamental.
Atividade 1
Responda:
1
– Qual a primeira etapa da Educação Básica?
2
– Qual a faixa etária da Educação Infantil?
3
– Segundo o artigo 29 da LDB qual a finalidade da Educação Infantil?
4
– Quais os aspectos que devem ser desenvolvidos, trabalhados segundo a LDB na educação
Infantil, presentes no artigo 29?
5
– Explique cada aspecto.
6
– Com suas palavras defina:
a)
Aprendizagem
b)
Desenvolvimento
APRENDIZAGEM
Processo de aprender coisas novas, adquirir novos conhecimentos.
DESENVOLVIMENTO
Aprimoramento de conhecimentos já existentes.
EXEMPLO:
Durante a alfabetização aprendemos as letras, os sons, o código...
Depois, ao longo do tempo, fomos desenvolvendo nossas habilidades de leitura e escrita.
Existem várias teorias sobre desenvolvimento e aprendizagem infantil. Essas teorias são ferramentas que nos ajudam a compreender esses processos e identificar os progressos, dificuldades, avanços... que nortearão nosso planejamento.
A partir da observação dos aspectos psicológicos, sociais, intelectuais... temos a percepção de processo de desenvolvimento e aprendizagem das crianças. Para isso realizamos avaliações.
Seção II
Da Educação Infantil
Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5 (cinco) anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)
Vimos segundo a LDB, os aspectos que são avaliados na Educação Infantil. Mas o que significam?
O desenvolvimento humano é formado por quatro pilares que estão, sempre, interligados:
Compreender que a rotina do cotidiano escolar na Educação Infantil propicia o desenvolvimento progressivo da autonomia da criança;
Conhecer as normas e referências norteadoras da elaboração, implementação e avaliação nas creches e pré-escolas;
Perceber a avaliação na Educação Infantil como um processo resultante do cotidiano do aluno
EIXOS INTERAGIR E BRINCAR
Os eixos estruturais, interagir e brincar, são importantes para que a criança consolide sua aprendizagem. É a partir da brincadeira e da interação que ela desenvolve, nesta etapa, as estruturas, habilidades e competências que serão importantes ao longo de toda a vida.
A seguir, vamos explicar os novos focos da BNCC na Educação Infantil: os direitos de aprendizagem e os campos de experiências, além da divisão da faixa etária e a nomenclatura usada para as etapas deste segmento. Vamos lá?
A BNCC na Educação Infantil estabelece seis direitos de aprendizagem: conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se. São eles que asseguram as condições para que as crianças “aprendam em situações nas quais possam desempenhar um papel ativo em ambientes que as convidem a vivenciar desafios e a sentirem-se provocadas a resolvê-los, nas quais possam construir significados sobre si, os outros e o mundo social e natural” (BNCC).
DIREITOS DE APRENDIZAGEM
Confira abaixo como esses direitos de aprendizagem aparecem no documento da BNCC na Educação Infantil e a proposta de cada um deles:
Conviver com outras crianças e adultos, em pequenos e grandes grupos, utilizando diferentes linguagens, ampliando o conhecimento de si e do outro, o respeito em relação à cultura e às diferenças entre as pessoas.
Atividades que contemplam esse direito
Há inúmeras atividades que a escolinha pode fazer para trabalhar com o direito de conviver. Algumas ideias possíveis são: jogos; atividades em grupos; passeio com as crianças pela vizinhança da escola, colocando-as em contato com a comunidade ao redor; lanches coletivos na sala de aula; dia do brinquedo (no qual cada criança traz um brinquedo de casa para brincar com o coleguinha); e criação de uma hortinha na escola feita pelas crianças em conjunto com o professor.
Brincar cotidianamente de diversas formas, em diferentes espaços e tempos, com diferentes parceiros (crianças e adultos), ampliando e diversificando seu acesso a produções culturais, seus conhecimentos, sua imaginação, sua criatividade, suas experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais.
Atividades que contemplam esse direito
Alguns exemplos de atividades que podem ser feitas para contemplar esse direito são: brincar no parquinho da escola; brincar de bambolê; encenar uma pequena peça de teatro; dançar; usar brinquedos educativos divertidos; brincar de argila; fazer artesanato com sucata; fazer um dia temático no mês em que a criança pode vir fantasiada para um determinado tema; e fazer desenhos.
Participar ativamente, com adultos e outras crianças, tanto do planejamento da gestão da escola e das atividades propostas pelo educador quanto da realização das atividades da vida cotidiana, tais como a escolha das brincadeiras, dos materiais e dos ambientes, desenvolvendo diferentes linguagens e elaborando conhecimentos, decidindo e se posicionando.
Atividades que contemplam esse direito
Há algumas formas de colocar esse direito de aprendizagem em prática. Uma delas é criar um leque de atividades para que os alunos escolham qual querem fazer durante cada dia em sala de aula. Outra é definir uma atividade que possui etapas nas quais possam ser feitas escolhas, e deixar que os alunos participem dessas escolhas. A escola também pode realizar passeios com a turminha e dar algumas opções de locais para que os pequenos escolham.
Explorar movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções, transformações, relacionamentos, histórias, objetos, elementos da natureza, na escola e fora dela, ampliando seus saberes sobre a cultura, em suas diversas modalidades: as artes, a escrita, a ciência e a tecnologia.
Atividades que contemplam esse direito
Entre as atividades que a escolinha pode fazer para trabalhar com esse direito estão: disponibilizar às crianças texturas como isopor, tecido áspero, tecido macio, entre outros, para que elas toquem; disponibilizar materiais naturais, como areia, pedras, conchas e lã; disponibilizar objetos com consistências diferentes, duras e moles; incentivar para que os pequenos contem histórias que aconteceram com eles; fazer trabalhos com tinta guache etc.
Expressar, como sujeito dialógico, criativo e sensível, suas necessidades, emoções, sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões, questionamentos, por meio de diferentes linguagens.
Atividades que contemplam esse direito
Entre as possibilidades que as escolinhas têm para trabalhar com esse direito estão: chamar cada criança para compartilhar com a turma alguma experiência, como o que ela fez no fim de semana por exemplo; criar rodas de conversa e introduzir assuntos nelas, para que as crianças opinem sobre ele; começar a contar uma historinha e pedir que cada criança diga o que acha que aconteceu no final; entre outras.
Conhecer-se e construir sua identidade pessoal, social e cultural, constituindo uma imagem positiva de si e de seus grupos de pertencimento, nas diversas experiências de cuidados, interações, brincadeiras e linguagens vivenciadas na instituição escolar e em seu contexto familiar e comunitário
Atividades que contemplam esse direito
Há muitas atividades que trabalham esse direito. Algumas delas são: promover rodas de conversas nas quais o professor faz perguntas sobre um tema e as crianças começam a falar do que elas gostam e do que não gostam com relação a ele; criar uma dinâmica na qual as crianças falam das famílias delas e o que fazem; pedir que as crianças se desenhem no papel; fazer brincadeira de contorno do corpo em um papelão; mostrar bebês para o espelho para que eles se observem etc.
Se percebermos, todos estes direitos são verbos de ação. E o que isso pressupõe no contexto da Educação Infantil? É a partir destas ações, utilizando os campos de experiência (que vamos abordar no próximo tópico), que as crianças consolidam todos os seus direitos de aprendizagem.
Como vimos anteriormente nesse post, as interações e as brincadeiras fazem parte dos eixos estruturais da Educação Infantil e são eles que asseguram às crianças os direitos de aprendizagem. Levando isso em consideração, a BNCC na Educação Infantil é estruturada em cinco campos de experiência.
De acordo com a Base:
Os campos de experiências constituem um arranjo curricular que acolhe as situações e as experiências concretas da vida cotidiana das crianças e seus saberes, entrelaçando-os aos conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural. A definição e a denominação dos campos de experiências também se baseiam no que dispõem as DCNEI em relação aos saberes e conhecimentos fundamentais a ser propiciados às crianças e associados às suas experiências.
(BNCC)
Assim, ao considerar esses saberes e conhecimentos, a BNCC estrutura os campos de experiência da seguinte forma:
É a partir da interação e do convívio com outras crianças, que a criança começa a construir sua identidade e a descobrir o outro. Quando ela chega na escola, seu foco é seu próprio mundo (EU). Com o trabalho realizado no ambiente escolar, ela passa a perceber seus colegas (OUTRO) e logo está interagindo no meio dos outros (NÓS).
Portanto, é na Educação Infantil que a criança amplia sua autopercepção, assim como a percepção do outro. Além de valorizar sua identidade, ela aprende a respeitar os outros e a reconhecer as diferenças entre ela e seus colegas.
A criança explora o espaço em que vive e os objetos a sua volta com o corpo, por meio dos sentidos, gestos e movimentos. É nesse contexto – a partir das linguagens como música, dança, teatro e brincadeiras – que elas estabelecem relações, expressam-se, brincam e produzem conhecimentos.
É na Educação Infantil que o corpo das crianças ganha centralidade. Por isso, é importante que a escola promova atividade lúdicas com interações, nas quais as crianças possam “explorar e vivenciar um amplo repertório de movimentos, gestos, olhares, sons e mímicas com o corpo, para descobrir variados modos de ocupação e uso do espaço com o corpo (tais como sentar com apoio, rastejar, engatinhar, escorregar, caminhar apoiando-se em berços, mesas e cordas, saltar, escalar, equilibrar-se, correr, dar cambalhotas, alongar-se etc.)” (BNCC)
A convivência com diferentes manifestações artísticas, culturais e científicas no espaço escolar possibilita a vivência de várias formas de expressão e linguagens. A partir dessas experiências, as crianças desenvolvem seu senso estético e crítico, além da autonomia para criar suas produções artísticas e culturais.
Dessa forma, é de extrema importância para a criança da Educação Infantil o contato com as artes visuais, música, teatro, dança e audiovisual, para que ela possa desenvolver sua sensibilidade, criatividade e sua própria maneira de se expressar.
O contato com experiências nas quais as crianças possam desenvolver sua escuta e fala são importantes para sua participação na cultura oral, pertencente a um grupo social. Além da oralidade, é fundamental que a criança inicie seu contato com a cultura escrita a partir do que já conhecem e de suas curiosidades.
Ao escutar histórias, participar de conversas, ter contato com livros, as crianças irão desenvolver, além de sua oralidade, a compreensão da escrita como uma forma de comunicação.
Para que os direitos de aprendizagem e os campos de experiência determinados pela BNCC na educação infantil sejam explorados com mais eficácia, é fundamental que as famílias também participem. Essa participação vai desde a conferência da rotina diária do pequeno que é enviada pela escolinha até a realização de atividades em casa orientadas pelos professores.
Para tanto, é fundamental que haja um bom relacionamento e uma comunicação constante entre creches e pré-escolas e as famílias. Com essa parceria e essas trocas, o desenvolvimento das crianças é muito enriquecido, pois não fica limitado ao período em que elas ficam na escola. Então, busque promover essa parceria!
A criança da Educação Infantil está inserida em um mundo de descobertas, com espaços e tempos de diferentes dimensões. Logo, é nessa idade que ela começa a despertar sua curiosidade para o mundo físico, seu corpo, animais, plantas, natureza, conhecimentos matemáticos, bem como para as relações do mundo sociocultural.
Por isso, a BNCC entende que, na Educação Infantil, a escola “precisa promover experiências nas quais as crianças possam fazer observações, manipular objetos, investigar e explorar seu entorno, levantar hipóteses e consultar fontes de informação para buscar respostas às suas curiosidades e indagações.”
Dessa forma, a instituição cria oportunidades para a criança ampliar seu conhecimento de mundo, de modo a utilizá-los em seu cotidiano. A divisão etária é estruturada de acordo com a imagem abaixo:

Formas
e especificidades do planejar na Educação Infantil: organizar, ouvir e rever
É fundamental pensar a Educação Infantil como
um direito garantido para as crianças de zero a 5 anos. Educação que implica
formação, espaços físicos, equipe de apoio, organização pedagógica e
envolvimento de muitas pessoas. A constituição da prática pedagógica com as
crianças e para as crianças instiga ao traçar modos de fazer, testar, criar,
registrar, entendendo o processo de planejar como fio condutor de descobertas,
de possibilidades, de reflexão. Ostetto (2012) considera que “planejar é
essa atitude de traçar, projetar, programar, elaborar um roteiro para
empreender uma viagem de conhecimento, de interação, de experiências múltiplas
e significativas para com o grupo de crianças.” (OSTETTO, 2012, p. 1).
Esse
planejamento deve buscar intencionalidade em todo esse processo de
ensino-aprendizagem. No planejamento destinado à Educação Infantil, é
primordial que o professor valorize as situações vividas pelas crianças, a fim
de que se resolvam conflitos, superem preconceitos e se conheçam. Para isso, é
preciso que haja diferentes maneiras de se planejar essas atividades.
Existem
categorias de planejamento para que os professores possam executar seus
planejamentos de maneira sempre adequada e correspondendo às necessidades das
crianças, conforme a faixa etária. Ostetto (2011) descreve os planejamentos
como os projetos baseados em datas comemorativas, temas de interesses, aspectos
do desenvolvimento e listagem de atividades para buscar organizar diferentes
atividades para as crianças.
Independentemente
da forma de planejar, é fundamental o cuidado com o contexto e com as
necessidades das crianças, a fim de superar uma organização autocêntrica,
fundamentada no preenchimento do tempo como destaca Ostetto (2011). Segundo
a autora, muitas vezes “o professor busca, então, organizar vários tipos de
atividades para realizar durante cada dia da semana” (OSTETTO, 2011, p. 2).
PROJETOS
Para
tanto, existem diferentes tipos de planejamentos utilizados na Educação
Infantil. Um dos modos de planejar nesse segmento é por projetos, os
quais devem trazer componentes que as crianças identifiquem e possam propor
conhecimentos para o seu dia a dia. Para Barbosa et al. (2011, p.46), “um
projeto é a procura da solução de um ato problemático levado à realização
completa em um ambiente real, tendo um compromisso com a transformação da
realidade”.
PROJETOS
DATAS COMEMORATIVAS
Os
planejamentos baseados em datas comemorativas se baseiam no calendário. Neles, professoras buscam
organizar atividades referentes a feriados nacionais e datas supostamente
importantes para o conhecimento da criança. Podemos citar, por exemplo, as
atividades voltadas para o Carnaval, o Dia do índio, a Páscoa, o Dias das Mães
e o Dia dos Pais, etc. Ostetto (2011) destaca que este formato de
planejamento vem da ideia de heróis e vencedores, de maneira ideológica e
política, pois algumas datas são comemoradas e outras não. Conforme a autora, é
importante destacar que muitas atividades são apenas elaboradas para executar
cronogramas, sem ter realmente significado para a criança.
O
tema do planejamento por datas comemorativas também é abordado por Maia (2011),
que apresenta e discute os aspectos históricos dessa forma de planejar: Datas
são conservadas e valorizadas, muitas vezes, em nome de uma tradição que
justifica sua manutenção. Tradição que constitui e mantém a identidade de uma
sociedade ou grupo que se reconhece nas histórias, nas ideias e
sentimentos perpetuados (MAIA, 2017, p. 3). A autora ainda ressalta que
precisamos refletir sobre o porquê de algumas datas e não outras,
enfatizando a relação com o contexto, com a comunidade, com a diversidade.
PLANEJAMENTO
POR TEMAS DE INTERESSE
O
planejamento por temas de interesse é estruturado na proposta de Ovide Decroly,
que valorizava as escolhas da criança e definia estes interesses em cinco
grandes áreas: a criança e a família; a criança e a escola; a criança e o mundo
animal; a criança e o mundo vegetal; a criança e o mundo geográfico, a criança
e o universo. Estas grandes áreas poderiam substituir os planos de estudo
construídos com base em disciplinas. Ostetto (2011, p. 185) destaca que “os
temas escolhidos pelo professor, sugeridos pelas crianças ou sugeridos de
situações particulares e significativas vivenciadas pelo grupo, indicam o
trabalho a ser desenvolvido”.
PLANEJAMENTO
A PARTIR DOS ASPECTOS DO DESENVOLVIMENTO
É possível também organizar o planejamento com
base nos aspectos do desenvolvimento, o que tem origem nos estudos da
psicologia, com ênfase a partir da década de 70. Os escritos de Piaget e Vygotsky,
dentre outros autores, tratam das fases de desenvolvimento infantil,
como apontam Eidt e Ferracioli (2007, p. 109).
No
planejamento pelos aspectos do desenvolvimento, o professor precisa compreender
como a criança se desenvolve e aprende, respeitando sua faixa etária. De acordo com Ostetto (2011), é
preciso cuidado, pois muitos professores, ao utilizarem esse planejamento
baseado em aspectos gerais da criança, deixam de tomar cuidado com as
características individuais. A autora ressalta que se trata de uma maneira
interessante ao organizar as propostas com as crianças, o que, por sua vez,
exige profundo conhecimento e discernimento para se planejar o que é geral de
cada etapa, sem se perder de vista o específico de cada criança, de seu tempo e
de sua realidade.
PLANEJAMENTO
LISTAGEM DE ROTINA
Outra forma identificada é a organização da
rotina com uma listagem de atividades. Essa maneira de planejar é entendida
por Ostetto (2011) como rudimentar, pois apenas se preocupa em ocupar o tempo
de trabalho realizando diferentes atividades a cada dia da semana. A
listagem de atividades quase não pode ser classificada como planejamento, dado
que a intencionalidade do educador não está marcadamente definida
considerando-se princípios educativos, muito embora exista, por trás dessa
prática, uma concepção, mesmo que implícita, de criança e educação infantil.
Poderíamos assinalar que a criança que aparece é uma criança passiva, sem
particularidades ou necessidades específicas, que espera pelo atendimento do
adulto, sem nada a dizer ou expressar (OSTETTO, 2011). Dentre as
possibilidades e formas do planejar, o que ecoa na prática? Seguimos
apresentando algumas considerações tecidas com base no que nos dizem as
professoras da Educação Infantil.
ARTIGO
Planejamento na educação infantil: entre necessidades, saberes e práticas Planificación en la educación infantil: entre necesidades, conocimientos y prácticas Adriana Nicolaio Graduação Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG Ponta Grossa, Paraná – Brasil. adriielucas@hotmail.com Marcela Pontarolo Gruvald Graduação Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG Ponta Grossa, Paraná – Brasil. marcelapontarolo@hotmail.com Daiana Camargo Doutora em Ciências da Educação Universidade Estadual de Ponta Grossa - UEPG Ponta Grossa, Paraná - Brasil. camargo.daiana@hotmail.com
ATIVIDADE 4 Responda: 1 – Segundo a BNCC quais são os sete pontos em avaliação na Educação Infantil que devemos dar atenção? Explique ...