quarta-feira, 17 de maio de 2023

ROTINA E PLANEJAMENTO

 

FONTE REVISTA NOVA ESCOLA
PLANEJAMENTO

RECEPÇÃO

No cotidiano, a chegada da turma é um momento muito especial.

 É preciso acolher um a um e manter entretidos os que já estão na escola

Organize a sala (ou o pátio) em cantos de atividades diversificadas. Assim, o dia começa de forma agradável e tranquila. 

OUTROS MOMENTOS

Assim como essa "recepção", outros momentos merecem ser tratados como "intocáveis", caso do descanso e das refeições. Portanto, comece definindo esses horários (recepção, rodinha, lanche, descanso, higiene) e, depois, divida o dia em grandes blocos, que permitam variações de tarefas.(atividade no parquinho, cantinho da leitura, cantinho de construção etc.).

PLANEJAMENTO

O planejamento diário é outro elemento indispensável e pode ser feito numa roda de conversa. Peça que os pequenos participem dando sugestões sobre o que fazer (propor atividades estimula a autonomia e o raciocínio). "Use fotos e desenhos para ilustrar cada atividade e promover o hábito e a previsibilidade da sequência".

 Um mural com a rotina orienta as crianças sobre o que será feito, a sequência das atividades e a percepção de que tudo tem um início e uma finalização.

A rotina, é importante destacar, não precisa ser sempre a mesma. Pense, por exemplo, na sequência roda de conversa-parque-lanche. Num dia, você pode contar uma história no parque e, em outro, na sala de aula. "Em comemorações como a festa junina e o encerramento do ano letivo, que ocorrem sempre na mesma época do ano, aproveite para criar atividades mais marcantes". "

Os eventos podem variar, contanto que todos sejam previamente avisados e preparados.

Em todos os casos, os cuidados devem estar vinculados ao ato de educar. "São ocasiões especiais de intimidade, sobretudo por causa da chance de oferecer um tratamento individual".  Ao trocar a fralda e pedir que a criança segure a pomada contra assaduras, o educador estimula a autonomia e a participação. Incentivar a comer com a própria colher, por sua vez, favorece a capacidade motora. E conversar durante o banho desenvolve a linguagem oral e o relacionamento afetivo.

Atenção do primeiro ao último minuto

O bom planejamento ajuda a manter todos bem cuidados e aprendendo

Confira a seguir como a equipe da Creche da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, organiza um dia de trabalho. Algumas tarefas são flexíveis e podem ser alternadas entre si.

 EXEMPLO DE HORÁRIO

Entrada (das 7h30 às 9h) - Quatro professores se dividem entre acompanhar as brincadeiras dos bebês e das crianças e acolher os que chegam com os pais.

Lanche

Roda de conversa - As crianças se reúnem com o professor para falar sobre um assunto previamente determinado e "planejar" a rotina.

Atividade dirigida (sujeita a variação de acordo com o clima) - Em sala, pode ser contação de história, desenho, pintura etc. No parque, a pedida é movimento, faz-de-conta etc.

Almoço

Descanso

Higiene - Ao despertar, as crianças lavam as mãos, escovam os dentes e têm as fraldas trocadas. Todos os colchões são empilhados na sala

Atividade em roda - É hora de jogar, cantar ou combinar algo

Atividade dirigida (sujeita a variação de acordo com o clima) - Em sala, pode ser contação de história, desenho, pintura etc. No parque, a pedida é movimento, faz-de-conta etc.

Jantar

Higiene

Saída (18h30)

ESPAÇOS E MATERIAIS

 

O ambiente e os recursos disponíveis na escola são tão importantes quanto a organização do tempo. "Os pequenos adquirem experiência por meio da ação, do desafio, da exploração prática do espaço e dos objetos", afirma Maria Carmen. É tocando, mordendo, chutando, dançando, pegando e transpondo obstáculos que eles assimilam conhecimentos. Por isso, alterne as atividades realizadas no interior da sala com outras em espaços externos (dentro e fora da escola) e abuse de cores, texturas, tamanhos, formas e temperaturas. Não basta explicar o que é um objeto redondo. É preciso dar uma bola para a criança. 

Para garantir que todo esse planejamento seja bem-sucedido no dia-a-dia, tenha sempre livros para as atividades de contação de história, tintas para as pinturas, giz de cera para os desenhos, fantasias para o faz-de-conta, bolas e colchonetes para as atividades de movimento e assim por diante. Em outras palavras, estimule as crianças a mexer o corpo, testar diferentes materiais, brincar, pensar soluções, transpor desafios, interagir com os colegas.

 

DO PAPEL PARA A SALA

Uma vez que você já sabe o que pretende fazer a cada dia, nada melhor do que reunir todo o material necessário com antecedência. Isso evita deixar a turma sem ter o que fazer na hora de passar de uma atividade para outra. O ideal, aliás, é que essa transição seja gradual. Nada de interromper bruscamente uma brincadeira só porque chegou a hora de almoçar. Da mesma forma, se uma criança fez xixi e está adorando folhear um livro, sugira que ela o leve para o fraldário.

 

Por mais que você consiga montar um bom planejamento, é bom contar com imprevistos e, o mais importante, respeitar o ritmo individual. Deixar alguém ocioso, esperando que os colegas concluam uma tarefa, também é mau negócio. "Isso costuma gerar conflito e desordem", diz Roberta. Por isso, é bom ter algumas cartas na manga para poder oferecer opções para os mais apressados. Esse raciocínio vale para os que não querem dormir no momento previsto para o descanso.

 

Para as crianças com deficiência, não há recomendações específicas. O melhor é que elas façam tudo junto com os colegas. "Basta que o professor e a turma as ajudem a superar suas limitações", diz Luciene Tognetta. Se uma usa cadeira de rodas, os demais podem pensar em como incluí-la num esconde-esconde. "Essa é uma oportunidade para ensinar a conviver com as diferenças."

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