DIREITOS DE APRENDIZAGEM E
DESENVOLVIMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Conviver com outras crianças e
adultos, em pequenos e grandes grupos, utilizando diferentes linguagens,
ampliando o conhecimento de si e do outro, o respeito em relação à cultura e às
diferenças entre as pessoas.
Brincar cotidianamente de
diversas formas, em diferentes espaços e tempos, com diferentes parceiros
(crianças e adultos), ampliando e diversificando seu acesso a produções
culturais, seus conhecimentos, sua imaginação, sua criatividade, suas
experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas,
sociais e relacionais.
Participar ativamente, com
adultos e outras crianças, tanto do planejamento da gestão da escola e das
atividades propostas pelo educador quanto da realização das atividades da vida
cotidiana, tais como a escolha das brincadeiras, dos materiais e dos ambientes,
desenvolvendo diferentes linguagens e elaborando conhecimentos, decidindo e se
posicionando.
Explorar movimentos, gestos,
sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções, transformações,
relacionamentos, histórias, objetos, elementos da natureza, na escola e fora
dela, ampliando seus saberes sobre a cultura, em suas diversas modalidades: as
artes, a escrita, a ciência e a tecnologia.
Expressar, como sujeito
dialógico, criativo e sensível, suas necessidades, emoções, sentimentos,
dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões, questionamentos, por meio de
diferentes linguagens.
Conhecer-se e construir sua
identidade pessoal, social e cultural, constituindo uma imagem positiva de si e
de seus grupos de pertencimento, nas diversas experiências de cuidados,
interações, brincadeiras e linguagens vivenciadas na instituição escolar e em
seu contexto familiar e comunitário.
Essa concepção de criança como
ser que observa, questiona, levanta hipóteses, conclui, faz julgamentos e
assimila valores e que constrói conhecimentos e se apropria do conhecimento
sistematizado por meio da ação e nas interações com o mundo físico e social não
deve resultar no confinamento dessas aprendizagens a um processo de
desenvolvimento natural ou espontâneo. Ao contrário, impõe a necessidade de
imprimir intencionalidade educativa às práticas pedagógicas na Educação
Infantil, tanto na creche quanto na pré-escola.
Essa intencionalidade consiste na
organização e proposição, pelo educador, de experiências que permitam às
crianças conhecer a si e ao outro e de conhecer e compreender as relações com a
natureza, com a cultura e com a produção científica, que se traduzem nas
práticas de cuidados pessoais (alimentar-se, vestir-se, higienizar-se), nas
brincadeiras, nas experimentações com materiais variados, na aproximação com a
literatura e no encontro com as pessoas.
Parte do trabalho do educador é
refletir, selecionar, organizar, planejar, mediar e monitorar o conjunto das
práticas e interações, garantindo a pluralidade de situações que promovam o
desenvolvimento pleno das crianças.
Ainda, é preciso acompanhar tanto
essas práticas quanto as aprendizagens das crianças, realizando a observação da
trajetória de cada criança e de todo o grupo – suas conquistas, avanços,
possibilidades e aprendizagens. Por meio de diversos registros, feitos em
diferentes momentos tanto pelos professores quanto pelas crianças (como
relatórios, portfólios, fotografias, desenhos e textos), é possível evidenciar
a progressão ocorrida durante o período observado, sem intenção de seleção,
promoção ou classificação de crianças em “aptas” e “não aptas”, “prontas” ou
“não prontas”, “maduras” ou “imaturas”. Trata-se de reunir elementos para reorganizar
tempos, espaços e situações que garantam os direitos de aprendizagem de todas
as crianças.
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