quarta-feira, 22 de novembro de 2023

EXERCÍCIO

 ATIVIDADE 4

Responda:

1 – Segundo a BNCC quais são os sete pontos em avaliação na Educação Infantil que devemos dar atenção? Explique com suas palavras.

2 – Cite três instrumentos para registro do desenvolvimento das crianças na Educação Infantil.

 

EXERCÍCIO

 ATIVIDADE 3

1 - A partir das fichas abaixo retiradas do blog https://escoladossonhosclaudia.blogspot.com/ , ELABORE UMA ATIVIDADES PARA AVALIAR O CAMPO DE EXPERIÊNCIA CITADO.








REVISTA NOVA ESCOLA

 REVISTA NOVA ESCOLA

Avaliação na Educação Infantil: 7 pontos essenciais segundo a BNCC

Confira questões importantes para se levar em consideração no momento da escrita e construção do registro avaliativo de bebês e crianças pequenas

Por Paula Sestari

23/11/2021

 

Estamos nos encaminhando para a etapa final de mais um ano letivo, e quero perguntar para os colegas professoras e professores: vocês também se percebem olhando para as suas crianças e observando o quanto cresceram, se desenvolveram e até mudaram ao longo desse período?

Com os bebês e crianças bem pequenas, essas transformações saltam aos olhos ao longo de poucos meses. Já com as crianças pequenas, o processo tem um outro ritmo – mas da mesma forma é revelador.

Todas essas mudanças são compiladas pelos instrumentos de documentação pedagógica que temos à disposição na Educação Infantil. Na rede de ensino em que atuo, por exemplo, construímos um registro avaliativo semestral, com o intuito de compartilhar com as famílias o que foi mais significativo das vivências desse período, destacando as boas experiências, as descobertas da criança, e o modo como ela interagiu com os ambientes que foram organizados, e com os materiais propostos, colegas da mesma faixa etária e com os adultos. 

Com isso, na nossa conversa de hoje, gostaria de enfatizar como a produção de registros como esses entrelaça a avaliação das crianças com a oportunidade do nosso desenvolvimento enquanto docentes. Para que esse entrelaçamento ocorra, é importante que tomemos como ponto de partida um conjunto de ações trazido pela BNCC de Educação Infantil.

Ela define que “parte do trabalho do educador é refletir, selecionar, organizar, planejar, mediar e monitorar o conjunto das práticas e interações, garantindo a pluralidade de situações que promovam o desenvolvimento pleno das crianças”. 

Então, a partir dos verbos mencionados nesse trecho da Base, gostaria de pontuar aqui na coluna sete questões importantes relacionadas à escrita e à construção do registro avaliativo na Educação de bebês e crianças pequenas.

 

Sete pontos sobre avaliação na Educação Infantil segundo a BNCC

1. Refletir

De fato, é muito importante refletir sobre todo o percurso, e sob a ótica das vivências que foram promovidas para que as crianças tivessem a oportunidade brincadeiras e interações de qualidade. Nesse processo, é preciso revisitar tudo o que foi construído e fazer as indicações do ponto de vista de como a criança se envolveu, conviveu, brincou, participou, explorou, se expressou e conheceu-se. 

2. Selecionar

A partir dos registros que foram feitos durante todo o percurso, como fotos, vídeos, materiais escritos, é essencial selecionar aquelas situações que revelam participação ativa da criança, suas hipóteses, constatações e interesses. Como o verbo bem indica, esse deve ser um processo de seleção, que envolve criteriosidade, empatia e sensibilidade, já que aqui a lógica é qualidade em lugar de quantidade de registros. 

3. Organizar

É preciso ordenar os registros e demais produções do período de maneira a conseguir contar uma história desse processo. Essa organização, quando amparada no ato reflexivo, contribui na própria formação docente, já que é possível verificar se os mecanismos de registros deram conta de evidenciar o trabalho em grupo e as individualidades, e também analisar se o material teve foco no registro do processo de ensino (portanto, olhou apenas para o que o professor executou), ou se foi devidamente elaborado na perspectiva das aprendizagens das crianças – e consequentemente, no modo como elas vivenciaram todo o processo. 

4. Planejar

É fundamental planejar os mecanismos de registro, sempre observando a eficiência dos instrumentos que já foram utilizados, para que assim se tenha elementos substanciais que garantam um documento avaliativo condizente com o histórico e com o percurso do grupo e de cada criança. 

Esse ponto que aborda o ato de se planejar é bem relevante porque, afinal, a avaliação deve ser uma constante na ação do professor: primeiramente, no sentido de se autoavaliar; depois, no de avaliar se os instrumentos de registro favoreceram a organização da documentação pedagógica; e por fim, deve-se verificar quais interferências ocorreram ao longo do processo avaliativo e que poderiam ter sido mediadas de outra forma. E para darmos conta de olhar para tudo isso, é preciso, antes de qualquer coisa, planejamento.

5. Mediar

No registro avaliativo, devem constar: as situações de ação da criança que garantiram que ela exercesse sua atividade de maneira livre e espontânea; quais situações entre essas favoreceram boas aprendizagens; e ainda, em que momentos a criança superou desafios, esteve envolvida na resolução de pequenos conflitos, e quais estratégias utilizou nesses contextos.

Dentro desse contexto, é importante pensar na ação da criança também como resultado da forma como a proposta foi mediada pelo professor – desde a introdução até as continuidades e possíveis desdobramentos que ocorreram. 

6. Monitorar

No apanhado dos registros que foram produzidos ao longo do período letivo, é indispensável monitorar alguns pontos, como: quais situações potencializaram o protagonismo da criança; quais foram as oportunidades de ampliação de repertório; e quais vivências contemplaram seus interesses, e valorizaram a cultura e as próprias questões sociais. 

Essa ação se faz importante para que o professor construa o registro avaliativo pensando também no que poderia ter sido contemplado, estruturando um olhar mais global a partir dos objetivos de aprendizagem e do desenvolvimento dos campos de experiência. 

7. Garantir

Por fim, precisamos sempre garantir que o registro avaliativo comunique à família os movimentos, ideias e a evolução das potencialidades dos bebês e crianças pequenas, sempre abrindo a oportunidade para que os familiares também apresentem as suas impressões (na nossa instituição, por exemplo, é anexado na avaliação um espaço para que as famílias façam seus comentários). 

Com essa atitude, conseguimos também assegurar, aos docentes que vão dar continuidade no trabalho com a criança nos próximos períodos, o acesso ao histórico de seus avanços, seus principais interesses, seus marcos e assim, eles poderão conhecer um pouco sobre quem é essa criança e como poderão organizar processos que sejam mais contínuos do ponto de vista das práticas a serem propostas.

Quais os tipos de registros para avaliar na Educação Infantil?

A escolha do recurso deve ser planejado e intencional para que agregue à avaliação

avaliação na Educação Infantil não tem como premissa a retenção ou a promoção, mas acompanhar o desenvolvimento de crianças que estão em uma etapa de desenvolvimento acelerado e muito rico. Por isso, é essencial ter um olhar atento, contínuo e intencional para eles.

“Por que avaliar? Para apresentar um relatório? Não é essa a importância da avaliação”, afirma Jussara Hoffmann, especialista em avaliação, autora e fundadora da Editora Mediação, que publica livros na área de formação pedagógica. 

Confira abaixo uma breve explicação e dicas sobre como utilizar os principais tipos de registros:

Pauta de observação

Claro, a observação precisa ser constante. No entanto, para guiar seu olhar para pontos que deseja se aprofundar, uma pauta de observação pode ajudar. Esse documento é um tipo de roteiro pré-elaborado - portanto requer um planejamento antecipado à atividade - com algumas perguntas (baseadas nos objetivos de desenvolvimento e aprendizagem propostos na atividade a ser observada) que devem ser respondidas após a observação.

Este recurso funciona para observações de todo o grupo, de pequenos grupos ou individuais. 

No entanto, é importante ressaltar que esses questionamentos não devem engessar o olhar, mas tem o intuito de auxiliar a guiar. As perguntas orientadoras não devem ser respondidas com sim ou não, mas devem ser completas e detalhadas. 

 

Caderno de registro (ou diário de bordo)

Por PAULA SALAS

Publicado em: 06/12/2019

“Trata-se de um caderno no qual o professor registra diariamente duas iniciativas com o grupo de crianças, suas hipóteses de trabalhos, suas descobertas, suas preocupações, o que o torna um instrumento para o pensamento do professor” (O trabalho do professor na Educação Infantil, p. 302).

É possível trazer anotações mais narrativas e intercalar com outras mais descritivas.

Fotos, vídeos e áudios

Essas tecnologias estão disponíveis e é preciso aproveitá-las ao máximo. Não significa utilizar todas ao mesmo tempo, mas pensar a partir do que gostaria de avaliar qual agrega mais para a avaliação de forma a não depender apenas de sua memória. Por exemplo, se a atividade for uma roda de conversa um áudio pode te ajudar a recuperar a conversa e registrar as falas específicas das crianças.

Se a atividade envolver movimentos e interação, uma filmagem permite que você reassista e se atente aos detalhes, gestos e ações dos pequenos. Enquanto fotografar permite capturar cenas e situações específicas da atividade como, por exemplo, registrar a criança fazendo um desenho ou manuseando um objeto.

As fotos também permitem analisar grandes planos como a organização do espaço. Então, aproveita ao máximo, mas leve em consideração o objetivo desejado e como o registro pode te ajudar.  Mas, não vale gravar ou fotografar e não retomar o registro depois, hein?

Portfólio

O portfólio pode ser coletivo ou individual, mas eles devem trazer uma amostra da produção dos alunos e do processo de criação. Os conteúdos devem fazer sentido para todos, inclusive os pais, por isso é importante que o material não seja produzido apenas pelo professor ou que seja engavetado este tipo de registo permite acompanhar o percurso das crianças a partir de suas produções. Fala-se muito de portfólio na Educação Infantil. No entanto, é preciso ter clareza do propósito dele. Para Jussara, ele deve ser apenas um material bonito para as famílias, mas um instrumento valioso de avaliação, um reflexo de desenvolvimento. Para tal, é preciso ter em mente o objetivo e os materiais que irão compor esse material.

Não se trata apenas de uma seleção aleatória, mas precisa ser constantemente analisado e refletido. 

Fontes: Jussara Hoffmann, especialista em avaliação, autora e fundadora da Editora Mediação, que publica livros na área de formação pedagógica; Karina Rizek, especialista de Educação Infantil e formadora na Escola de Educadores; O trabalho do professor na Educação Infantil, de Zilma Ramos de Oliveira, Damaris Maranhão, Ieda Abbud, Maria Paula Zurawski, Marisa Vasconcelos Ferreira e Silvana Augusto (Editora Biruta, 2014); Curso Educação Infantil: Como fazer uma avaliação de qualidade, da NOVA ESCOLA.

Checklist - Portfólios e relatórios

Alguns pontos essenciais a ser considerados ao elaborar esses instrumentos na Educação Infantil 

Portfólio 

- Considere um recorte. É preciso compilar materiais que de fato apontem para o trajeto da criança, para aquilo que ela conseguiu modificar em determinada atividade ou projeto.

- Atente ao visual. Imagens, fotografias e até vídeos (no caso de portfólios virtuais) são muito importantes para ilustrar o percurso.

- No entanto, apesar da preocupação imagética, cuidado para não tornar o portfólio apenas um álbum de fotografias. Anotações e relatos breves sobre a intervenção pedagógica devem aparecer ali também.

- Selecione bem o material. Lembre-se de que não se trata de um compêndio de fotos e produções, e sim de uma seleção de fotos, produções e intervenções pedagógicas que narram o percurso e descrevem a evolução da criança.

- Valorize o protagonismo infantil. A própria criança pode ajudar no momento de fazer o portfólio, junto com o professor, na curadoria dos materiais que vão entrar.

- Por fim, não se esqueça de que o portfólio também serve para a sua autoavaliação. Ao analisá-lo, é possível avaliar o seu trabalho, identificar o que funcionou ou não e consolidar o planejamento e o replanejamento. 

Relatório 

- Faça boas perguntas e reflexões para nortear a escrita. Por exemplo: quais foram os interesses da criança nesse recorte registrado? O que foi mais importante para ela naquele momento? Qual foi o seu processo de aprendizagem frente a determinadas propostas? A partir disso, destaque no texto a participação e o envolvimento dela.

- Escreva aos poucos. É interessante que o professor se programe para ir parando em alguns momentos ao longo do ano, como bimestralmente, para construir parágrafos do relatório.

- Vá além das questões comportamentais. Evite escrever que “fulano é comportado” ou “sempre alegre”. É importante trazer questões como as que envolvem as relações da criança com o espaço e com o outro.

- Na perspectiva do tópico anterior, encare o relatório como um verdadeiro inventário: nele, ficam registradas as brincadeiras e possibilidades das crianças e como elas foram se superando ao longo do tempo.

- Nunca compare uma criança com outra. Esse risco às vezes surge das trocas com os próprios pais, quando dizem, por exemplo, “nessa idade, o irmão/irmã já era capaz de fazer isso”.

- Troque ideias e reflexões com seus colegas. Não se esqueça de que esse trabalho pode ser discutido de maneira colaborativa, analisando questões como campos de experiências e quais as práticas ofertadas para garantir os objetivos de aprendizagem.

A AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

 

A AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Art. 30. A educação infantil será oferecida em:

I - creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade;

II - pré-escolas, para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade.         (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)

 

Art. 31.  A educação infantil será organizada de acordo com as seguintes regras comuns:          (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)

I - avaliação mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental;            (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)

II - carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, distribuída por um mínimo de 200 (duzentos) dias de trabalho educacional;           (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)

III - atendimento à criança de, no mínimo, 4 (quatro) horas diárias para o turno parcial e de 7 (sete) horas para a jornada integral;           (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)

IV - controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar, exigida a frequência mínima de 60% (sessenta por cento) do total de horas;         (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)

V - expedição de documentação que permita atestar os processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança.            (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013)

 

ATIVIDADE 2

Complete:

1 – Segundo o artigo 31, a avaliação na educação infantil deverá ocorrer da seguinte forma:

I - avaliação mediante _____________________ e registro do ______________________ das crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental.

EXERCÍCIO

 

Atividade 1

Responda:

1 – Qual a primeira etapa da Educação Básica?

2 – Qual a faixa etária da Educação Infantil?

3 – Segundo o artigo 29 da LDB qual a finalidade da Educação Infantil?

4 – Quais os aspectos que devem ser desenvolvidos, trabalhados segundo a LDB na educação Infantil, presentes no artigo 29?

5 – Explique cada aspecto.

6 – Com suas palavras defina:

a)       Aprendizagem

b)      Desenvolvimento

EXERCÍCIO

  ATIVIDADE 4 Responda: 1 – Segundo a BNCC quais são os sete pontos em avaliação na Educação Infantil que devemos dar atenção? Explique ...